sábado, 5 de novembro de 2011

Por que exigir que o SUS atenda ao interesse público, sem ficar subordinado a demandas políticas, corporativas e empresariais

Sonia Fleury - O Estado de S.Paulo
O SUS foi fruto de uma trajetória de intensa mobilização da sociedade civil por democratizar o País, assegurando direitos sociais universais na Constituição de 1988, onde a ordem social se destacava da ordem econômica. Descentralizado e com uma autoridade única em cada nível de governo, o SUS redesenhou o pacto federativo gerando um modelo de governança baseado em instâncias de pactuação intergovernamental e uma proposta de governabilidade inovadora baseada em conselhos e conferências.
Um pouco mais de duas décadas depois, em um curto período de semanas, vemos nos jornais que os médicos do SUS se encontraram em greve por melhorias salariais e de trabalho condizentes com sua função, as entidades filantrópicas que prestam serviços ao SUS foram denunciadas pela precariedade de instalações e qualidade do atendimento, os profissionais credenciados pelos planos de saúde fizeram paralisações semelhantes ao setor público, a ANS avaliou que 20 milhões de brasileiros têm planos de saúde ruins, a Anvisa foi proibida de fazer audiências públicas para regular o tabagismo, mas permitiu o uso de agrotóxicos proibidos em outros países e o Congresso "ameaça" regulamentar a Emenda Constitucional 29.
São inegáveis os avanços do SUS na ampliação da cobertura, na internacionalmente reconhecida capacidade de realizar imunizações massivas, desenvolver um programa emblemático da aids, enfrentar, dentro da legalidade dos acordos de comércio internacionais as multinacionais produtoras de remédios que se julgam no direito de exacerbar seu poder de precificação, favorecer a produção de genéricos e a distribuição de medicamentos em farmácias populares, chegar até os excluídos com programas de saúde da família, gerar novas formas de regionalização e contratualização na regulamentação recente da Lei Orgânica da Saúde.
Diante de tantos avanços, como entender as reivindicações dos profissionais, os sofrimentos dos pacientes, as queixas dos gestores locais, os desencontros entre o avanço do Samu e a incapacidade de encontrar um lugar na UTI ou mesmo um leito hospitalar?
Discutir se o problema é de falta de financiamento ou incapacidade de gestão, é ignorar a irresponsabilidade da União em cumprir seus compromissos com o financiamento do sistema público e universal de saúde, como se isso não tivesse consequências nas gestões subnacionais, reféns dos recursos repassados pelo nível central, das decisões judiciais, das denúncias da mídia e da sua própria incapacidade. Ao acabar com o arcabouço da seguridade social, especializando as fontes de financiamento, retirando recursos da área social para pagar juros por meio da DRU, eliminando o Conselho da Seguridade, impedindo a convocação da Conferência da Seguridade, aumentando o gasto social apenas para a área contratual da Previdência ou focalizada dos programas de transferência condicionadas de renda, todos os governos da democracia foram artífices dessa situação de precariedade nos sistemas universais de saúde e educação.
A opção política foi subsidiar os setores com maior poder de barganha: isenções para provedores privados, renúncia fiscal dos planos de saúde e educação para a classe média, planos privados de saúde para servidores, ausência de investimentos para gerar uma rede pública capaz de atender à população, financiamentos e subsídios para utilização dos serviços privados, atenção primária de baixa qualidade que não resolve os problemas, mas despacha o paciente, dupla porta de entrada de pacientes junto com a dupla militância de profissionais, falta de ressarcimento por parte dos seguros de pacientes atendidos no SUS, repasse de recursos financeiros, físicos e humanos para gestões privadas, etc.
Os resultados de uma pesquisa que realizamos recentemente pelo Programa des Estudos da Esfera Pública (PEEP), da FGV, demonstram que a precarização dos serviços públicos se manifesta das seguintes formas:
- A aceitação tácita de todos os agentes de que "serviço público é assim mesmo", ou a naturalização da precariedade, na ausência de parâmetros de qualidade explícitos;
- A precariedade para o atendimento adequado permite o aumento do poder discricionário dos profissionais, resultando em situações de discriminação;
- A cultura política brasileira, desde o primeiro escalão presidencial até o atendente hospitalar, privilegia o QI (quem indica) em detrimento da igualdade da cidadania;
- A falta de responsabilidade do sistema com os pacientes provoca a "peregrinação" em busca do cuidado. Na ausência de garantia, o direito se transforma em contradireito, insegurança, sofrimento, humilhação;
- A perspectiva da classe média de que estaria salva com seu plano de saúde começa a ser desmascarada, pois, a precarização do atendimento privado é um sucedâneo do que ocorreu no SUS, já que quem dá o parâmetro da qualidade é sempre o setor público.
Em conclusão, precisamos resgatar os princípios solidários do SUS e exigir um financiamento público condigno com os padrões internacionais de saúde, no qual a União repasse para a saúde 10% do que ela arrecada em impostos, que os Estados não manipulem seus orçamentos incluindo na saúde o que não lhe é próprio e coordenem a atenção regional, que os municípios não apenas comprem ambulâncias para enviar seus pacientes para outras cidades. Há que exigir que o SUS atenda ao interesse público, não se subordinando aos interesses políticos, corporativos e empresariais. Mas, o que precisamos mesmo é exigir responsabilidade dessas autoridades, para que o paciente ao chegar ao sistema seja acolhido, encaminhado, tratado e nunca mais seja obrigado a buscar, em uma ensandecida peregrinação, fazer valer seus direitos constitucionais. Ou morrer no percurso.
SONIA FLEURY É DOUTORA EM CIÊNCIA POLÍTICA PELO INST. UNIVERSITÁRIO DE PESQ. DO RIO DE JANEIRO (IUPERJ). AUTORA DE SAÚDE, DEMOCRACIA - A LUTA DO CEBES

enviado por:

Luciana Nogueira Mendes Caldas
Enfermeira EACS/ESF Petrolina - PE
Presidente do Conselho Municipal de Saúde Petrolina
Preceptora Pet-Saúde da Família UNIVASF
 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Demitido da Funai, Megaron diz que ato foi motivado por oposição a hidrelétricas

03/11/2011 - 21:21

*Por Movimento Xingu Vivo
No último dia 28, o cacique kayapó Megaron Txucarramãe foi demitido sumariamente e sem aviso prévio da coordenação regional da Funai de Colider, MT. Sua exoneração foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda, 31, através de uma portaria, que comunica que “o diretor de promoção ao desenvolvimento sustentável da fundação nacional do índio – Funai, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Portaria no 719/PRES, de 10 de julho de 2009, publicada no Diário Oficial da União No 132, de 14 de julho de 2009, resolve: No- 55 – Exonerar o servidor MEGARON TXUCARRAMAE, matrícula no 0444614, CPF no 013.015.768-67, do cargo em comissão de Coordenador Regional, código DAS 101.3, da Coordenação Regional de Colíder-MT”.
De acordo com Megaron, a demissão foi política. “Com certeza é por causa da minha oposição a Belo Monte e às hidrelétricas do Teles Pires e do Tapajós. Não tem outro motivo. É perseguição política. E eles são tão covardes que não me chamaram para conversar, só recebi a notificação da Funai”.
A reação dos kayapó à exoneração de um de seus maiores líderes foi imediata. Segundo a filha de Megaron, Mayalú Txucarramãe, os kayapó do Alto e do Médio Xingu estão se mobilizando para pressionar o governo a rever a demissão, e há uma posição unânime de que não será aceita qualquer tentativa de substituição de Megaron à frente da Funai de Colider. “O nosso povo vai reagir, isso aqui vai parar, não vamos aceitar um absurdo desses”, afirma Mayalú.
Na tarde desta terça, 1o de novembro, os kayapó enviaram uma carta ao Ministério da Justiça exigindo a revogação da demissão, e divulgaram uma nota pública condenado o ato.
“Tendo em vista que a Funai não apresentou qualquer justificativa para a tomada deste ato extremo, nós, indígenas liderados pelo Cacique Raoni, entendemos que não há motivos para esta decisão, que consideramos arbitrária e contra os princípios do estado democrático. Megaron Txucarramãe vem lutando, há décadas, em defesa do seu povo, de forma digna, sem nunca ter cometido alguma ilegalidade, e sempre respeitado a Constituição Federal”, afirma  a nota.
E conclui: “em razão da truculência, da ilegalidade do ato, da falta de motivos, do evidente preconceito que está contido no decreto de exoneração, nosso povo requer a revogação dessa Portaria. Queremos e pedimos que Megaron Txucarramãe continue a frente do cargo de Coordenador Regional de Colider-MT, por entender que ele é a pessoa mais apropriada para defender e lutar por nossos interesses e direitos, como sempre vem realizando, sem medir nenhum esforço para realização dessas ações. Lembre-se da história de luta e de vida que tem o senhor Megaron Txucarramãe, sucessor do Cacique Raoni, desde a década de 60 acompanhado dos irmãos Villas Boas na criação da Terra Indígena do Xingu, entre outras lutas para a defesa da sobrevivência de todas as populações indígenas do Brasil.”
De acordo com Sheyla Juruna, liderança indígena do Movimento Xingu Vivo para Sempre, a decisão da Funai assume um caráter de retaliação a partir do momento em que ocorre um dia após a ocupação do canteiro de obras de Belo Monte em Altamira, na madrugada do dia 27. “É inacreditável que se trate dessa forma, com essa falta de respeito, um cacique e chefe da nação kayapó. Parece vingança mesquinha, é de uma inadmissível falta de compostura e dignidade por parte do governo brasileiro. Esta é a única resposta que ele tem a nos dar quando exigimos nossos direitos constitucionais, jogados no lixo com o projeto de Belo Monte? Acha que com isso desistiremos de lutar? É uma injustiça que me revolta, mas isso só aumenta nossa força de resistência contra  Belo Monte e todas as outras hidrelétricas planejadas na nossa Amazônia”.

Demitido da Funai, Megaron diz que ato foi motivado por oposição a hidrelétricas

Na mira da mídia 2 - Brasil é 84º no ranking de desenvolvimento humano

quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Fonte: O Liberal (03/11/2011)

PSOL DE PETROLINA REALIZA REUNIÃO ORDINÁRIA DOMINGO 06/11


EDITAL DE CONVOCAÇÃO
 REUNIÃO ORDINÁRIA

Pelo Presente Edital, a Comissão Executiva do PSOL / Petrolina, no uso de suas atribuições legais, convoca todos os filiados do PSOL - Partido Socialismo e Liberdade, para participar da  Reunião Ordinária que realizar-se-á:

Data:  06 de Novembro de 2011 (Domingo);
Horário: Das 8h30  às 12h00
Local: Biblioteca Municipal , .

Pauta:

1 – informes e deliberação sobre as decisões do 3º Congresso Estadual-PE
2 –  Implementação da Escola de Formação do PSOL/Petrolina
3 O PSOL, as eleições 2012 e nosso programa para as eleições municipais;
4 - Concepção de partido, tarefas partidárias e contribuições para modificações estatutárias;
5 -   Outros de interesse do PSOL/Petrolina;


Petrolina, 01 Outubro de 2011.


                           Rosalvo Antonio da Silva                   Ivan Rodrigues de Morais
                            Secretário Eleito e empossado            Presidente Eleito e empossado



                   Rua. Marte, nº 181, Vila Marcela, CEP:56320-815
                   E-mail  psolpetrolinape@gmail.com, Fone: 8788196467 - 8815-8473
                            

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

Campanha da Fraternidade – CNBB - 2012
Tema: “Fraternidade e Saúde Pública”
Lema: “Que a saúde se difunda sobre a terra” (Cf. Eclo 38,8)

1. Objetivo Geral da CF 2012

Promover ampla discussão sobre a realidade da saúde no Brasil e das políticas públicas da área, para contribuir na qualificação, no fortalecimento e na consolidação do SUS, em vista da melhoria da qualidade dos serviços, do acesso e da vida da população.

2. Objetivos Específicos

a) Estimular e fortalecer a mobilização popular em defesa do SUS, orientando a população usuária e as comunidades sobre seus direitos e promover a participação nos espaços de controle, fiscalização e deliberação das políticas públicas de saúde para:
a.1) disseminar conhecimentos básicos sobre saúde pública e Sistema Único de Saúde;
a.2) divulgar as diretrizes e os princípios do Sistema Único de Saúde;
a.3) motivar para o uso consciente, organizado e cuidadoso dos serviços públicos de saúde.

b) Divulgar boas experiências de implementação das políticas públicas de saúde, quer por sua eficiência e eficácia, quer pelo respeito às diversidades regionais, quer pelo estímulo à participação cidadã.

c) Promover a formação, a troca de experiências e a capacitação de lideranças nacionais e regionais no tocante à participação da comunidade no SUS, visando sensibilização à prática da cidadania no trato da coisa pública, como a atuação qualificada para melhorar a saúde da população.

d) Mobilizar a sociedade para atuar junto aos governos para aumentar os recursos aplicados na área da saúde, garantindo, pelo menos, o investimento previsto nas constituições federal, estaduais e municipais.

I) Introdução e Contextualização

A Seguridade Social (com a tríade: Assistência Social, Previdência Social e a Saúde) e o seu futuro representa um dos principais problemas sociais que vivemos na atualidade. As preocupações são as mais variadas possíveis e representam uma análise contextual de uma sucessão de equívocos e falta de priorização na boa condução da coisa pública e das políticas governamentais deste país. E o povo brasileiro é tido como o principal prejudicado neste cenário. Cabe ainda ressaltar que só o setor da Saúde movimenta R$ 160 bilhões/ano no Brasil e responde por 8% do PIB (em comparação com os 17% dos EUA) e emprega cerca de 10% da população brasileira.
O Brasil com cerca de 192,3 milhões de habitantes (IBGE, 2010) e 5.565 municípios, sendo que em aproximadamente 1.000 deles não há médicos, tem no SUS o único acesso à saúde para 150 milhões (78% da população) de brasileiros. São 63 mil unidades ambulatoriais, 6 mil hospitais e 440 mil leitos hospitalares espalhados pelo país. Segundo o próprio Ministério da Saúde, só em 2006 foram 1 bilhão de procedimentos de atenção primária, 300 milhões de exames laboratoriais, 150 milhões de consultas médicas e 132 milhões de atendimentos de alta complexidade. E ainda, anualmente, há 12 milhões de internações, 2 milhões de partos e 12.000 transplantes de órgãos em toda a rede credenciada do SUS.
Mesmo com números tão impressionantes, o SUS avançou em alguns aspectos, tais como: cobertura vacinal destacável em recentes campanhas (contra: Influenza e Sazonal; Gripe A; Rubéola e Poliomielite); Programa referência de Assistência Farmacológica aos Portadores de HIV/AIDS e na questão dos Transplantes de Órgãos, o SUS é responsável por mais de 98% dos eventos realizados no país. Temos ainda cerca de 46,6% da população brasileira (cerca de 87,7 milhões de pessoas) coberta pelo Programa de Saúde da Família em 5.125 municípios (Ministério da Saúde, 2007), com um montante de 27.324 equipes de profissionais e agentes comunitários de saúde.
No entanto, a dura realidade que permeia o setor saúde e que provoca uma interferência direta na vida da imensa maioria da população brasileira faz com que possamos inferir que a Saúde no Brasil vive um dos períodos mais críticos e precários e, para alguns mais realistas, estamos diante de um verdadeiro caos ou um grave apagão do bem estar. Podemos enumerar aqui alguns dos mais sérios e delicados problemas que enfrentamos no dia-a-dia nos estabelecimentos públicos de saúde, dentre eles destacamos:

a) superlotação das unidades de urgência e emergência (pronto-socorros);
b) acesso precário com filas intermináveis de marcação de consultas, procedimentos e exames;
c) má distribuição de leitos hospitalares no país e insuficiência de leitos de UTI;
d) carência e má distribuição de profissionais de saúde pelo território nacional;
e) comprometida e insuficiente assistência farmacêutica à população no sistema público;
f) sucateamento de material permanente e precarização de material de consumo;
g) falta de humanização e de acolhimento adequados nas unidades de saúde;
h) carência de informações e esclarecimentos adequados à população;
i) ausência de planejamento e desorganização dos serviços disponibilizados;
j) tendência a terceirização de várias unidades públicas de saúde;
k) tabela de valores SUS defasada e não condizente com a nossa realidade;
l) baixa e desestimulante remuneração aos profissionais de saúde;
m) violência e tensionamento crescente entre pacientes/familiares e profissionais de saúde;
n) redução contínua do montante de recursos financeiros aplicados na saúde com o descumprimento da EC 29 (financiamento insuficiente);
o) despreparo ou falta de gerenciamento ou má gestão por parte dos responsáveis pela execução das políticas públicas em saúde, dentre outros.
Realizar uma Campanha da Fraternidade sobre a temática da Saúde Pública representará um grande divisor de águas no nosso país, pois após as CF de 1981 (“Saúde e Fraternidade”, com o lema: “Saúde para todos”) e de 1984 (“Fraternidade e Vida”, com o lema: “Para que todos tenham vida”) e a grande mobilização e apoio ao movimento de Reforma Sanitária no Brasil do final da década de 70 e meados da 80, tivemos a VIII Conferência Nacional de Saúde (1986) e com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o modelo de Saúde Pública brasileiro foi construído e detalhado inicialmente nas duas leis orgânicas da saúde em 1990 (leis n. 8.080 e 8.142), porém o SUS (Sistema Único de Saúde), desejado por toda a sociedade em geral e que inclusive serve como bom exemplo para muitos outros países, vem apresentando uma consolidação frágil e tênue, necessitando assim de uma urgente defesa e revitalização.

Jesus – agente de saúde
Contemplamos o apogeu da proximidade de Deus ao sofrimento do homem, no próprio Jesus que é «Palavra encarnada. Sofreu conosco, morreu. Com a sua paixão e morte, assumiu e transformou profundamente a nossa debilidade». A proximidade de Jesus aos doentes não se interrompeu: prolonga-se no tempo graças à ação do Espírito Santo na missão da Igreja, na Palavra e nos Sacramentos, nos homens de boa vontade, nas atividades de assistência que as comunidades promovem com caridade fraterna, mostrando assim o verdadeiro rosto de Deus e o seu amor. O Sínodo dá graças a Deus pelo testemunho esplêndido, frequentemente escondido, de muitos cristãos – sacerdotes, religiosos e leigos – que emprestaram e continuam a emprestar as suas mãos, os seus olhos e os seus corações a Cristo, verdadeiro médico dos corpos e das almas. Depois exorta para que se continue a cuidar das pessoas doentes, levando-lhes a presença vivificadora do Senhor Jesus na Palavra e na Eucaristia. Sejam ajudadas a ler a Escritura e a descobrir que podem, precisamente na sua condição, participar de um modo particular no sofrimento redentor de Cristo pela salvação do mundo (cf. 2 Cor 4, 8-11.14).
Ao longo dos trabalhos sinodais, a atenção dos Padres deteve-se também na necessidade de anunciar a Palavra de Deus a todos aqueles que estão em condições de sofrimento físico, psíquico ou espiritual. De fato, é na hora do sofrimento que se levantam mais acutilantes no coração do homem as questões últimas sobre o sentido da própria vida. Se a palavra do homem parece emudecer diante do mistério do mal e da dor e a nossa sociedade parece dar valor à vida apenas se corresponde a certos níveis de eficiência e bem-estar, a Palavra de Deus revela-nos que mesmo estas circunstâncias são misteriosamente «abraçadas» pela ternura divina. A fé que nasce do encontro com a Palavra divina ajuda-nos a considerar a vida humana digna de ser vivida plenamente, mesmo quando está debilitada pelo mal. Deus criou o homem para a felicidade e a vida, enquanto a doença e a morte entraram no mundo em consequência do pecado (cf. Sb 2, 23-24). Mas o Pai da vida é o médico por excelência do homem e não cessa de inclinar-Se amorosamente sobre a humanidade que sofre. (Da Exortação pós-Sinodal Verbum Domine n. 106)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Giannazi apoia Marcelo Freixo na tribuna da Assembleia Legislativa

Enviado por em 31/10/2011
Carlos Giannazi (PSOL) comentou sobre a situação do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que deixará o país, depois de receber ameaças de morte de integrantes de milícias. "Ele anda com 6 ou 7 seguranças e as ameaças continuam cada vez mais fortes, principalmente após a morte da juíza Patrícia Acioli". Segundo o deputado, a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro não combate as milícias como deveriam e hoje elas controlam mais de 600 áreas. "É uma vergonha para o país conviver com esse tipo de situação onde os cidadãos são submetidos a milícias, precisamos de um plano nacional de combate à violência".

Democracia de araque? - Aprovados pedidos do PSOL para que ministro da Defesa explique “Manual de Contra-Inteligência” do Exército


terça-feira, 1 de novembro de 2011



Do site do deputado Ivan Valente (PSOL-SP)

Foram aprovados nesta quarta-feira (26/10) dois requerimentos dos deputados Ivan Valente e Chico Alencar, nas Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) e de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), respectivamente, para que o ministro da Defesa, Celso Amorim, preste esclarecimentos ao Parlamento sobre o “Manual de Campanha – Contra-Inteligência”, elaborado pelo Exército. Amorim deve comparecer à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional no próximo dia 9 de novembro.

O “Manual de Campanha – Contra-Inteligência” veio à tona em reportagem da revista Carta Capital do dia 19/10. O documento, que tem 162 páginas e é classificado como “reservado” dentro do Exército orienta uma política de infiltração de agentes de inteligência militar em organizações civis, principalmente movimentos sociais e sindicatos. O texto lista como potenciais inimigos, chamados de “forças/elementos adversos”, praticamente toda a população não fardada do país e os estrangeiros e apresenta ações disciplinares contra oficiais, muitos deles ameaçados de expulsão por assumir posições políticas consideradas de esquerda ou por criticar doutrinas aplicadas pelos comandantes.

De acordo com o deputado Chico Alencar, o documento causa perplexidade, fere a ordem democrática e é de total contra-informação. “O manual propõe ações como se ainda estivéssemos na época da ditadura, algo inaceitável. Trata-se de uma ideologia retrógrada”, afirmou o parlamentar do PSOL do Rio de Janeiro.

Na opinião do deputado Ivan Valente, o manual secreto do Exército fere o Estado Democrático de Direito ao oficializar a espionagem à margem da Constituição Federal e ao considerar como inimigos sindicatos, ong’s e partidos políticos com posição contrária à defendida pela corporação, e até o próprio governo.

“Acredito que o ministro tem interesse em esclarecer este documento, já que ele próprio quer saber se existem manuais semelhantes na Marinha e na Aeronáutica”, disse Ivan Valente. Além do requerimento de convocação do ministro Celso Amorim, Ivan Valente também encaminou ao Ministério da Defesa um pedido de informações, com várias questões sobre o conteúdo e utilização do Manual de Contra-Inteligência. O Ministério tem 30 dias para respondê-lo.