| Qui, 11 de Agosto de 2011 18:56 |
| De acordo com o deputado Chico Alencar, que solicitou a audiência com o ministro, o parlamento está preocupado com a corrupção crônica e articulada que paira sobre o governo federal. As denúncias de desvios de recursos, superfaturamento de obras e irregularidades em convênios devem ser investigadas rigorosamente de forma que os casos sejam esclarecidos e os envolvidos punidos. E é isto que o grupo suprapartidário – os deputados Jean Wyllys (PSOL/RJ), Francisco Praciano (PT/AM), Reguffe (PDT/DF), Domingos Dutra (PT/MA), Luiz Couto (PT/PB) e os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) e Pedro Taques (PDT/MT) – foram pedir ao ministro Jorge Hage, explicou Chico Alencar. Na opinião do deputado o enfrentamento à corrupção deve ser sistêmica e ofensiva. “Hoje, há muita denúncia, alguma investigação e pouquíssima punição”, lamentou. Chico Alencar disse que o grupo suprapartidário irá percorrer órgãos como a Procuradoria Geral da União, Tribunal de Contas da União, Conselho Nacional de Justiça, Polícia Federal, Para o deputado Jean Wyllys um orçamento de R$ 62 milhões para a CGU é baixíssimo diante do tamanho do trabalho. “É fato inegável que no Brasil a corrupção é sistêmica. Iremos além dos instrumentos que dispomos como parlamentares para fazer essa fiscalização, pois o combate à corrupção é suprapartidário, vai além de disputas de partido" . O senador Randolfe Rodrigues destacou que a CGU atua na defesa do patrimônio público e por isso precisa de total apoio político e financeiro, para que se fortaleça no combate à corrupção. “Podemos fazer isto na forma de emendas parlamentares, destinando parte para melhoramento da estrutura”. O presidente da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, deputado Francisco Praciano, disse que falta ao Congresso Nacional apreciar projetos que tramitam na Câmara e no Senado que inviabilizem a prática da corrupção. Afirmou ainda que a Frente também objetiva colaborar e apoiar as ações dos órgãos fiscalizadores, como CGU, MP e TCU. O ministro Jorge Hage informou que as investigações nos Ministérios dos Transportes e do Turismo se encerram em setembro e novembro deste ano, respectivamente. Disse ainda que o problema maior da CGU é a falha na legislação, que possibilita que o investigado apresente inúmeros recursos e protele o processo, mesmo que o resultado da investigação aponte que foram cometidos crimes contra o patrimônio. |
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Parlamentares pedem investigação rigorosa da CGU dos esquemas de corrupção no governo
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